Segunda-feira, 31 de Março de 2008

De celeiro Português a olival de Espanha

De celeiro português a olival de Espanha


ANTÓNIO JOSÉ BRITO e PEDRO AMARAL

De celeiro português a olival de Espanha
Terras férteis para cereais estão a ser transformadas em olivais
Em poucos anos tudo mudou. As extensas planícies de trigo que envolviam as cidades de Beja e de Serpa deram lugar a harmoniosos olivais com mais de 250 árvores por hectare. Nas quintas ergueram-se lagares e nos mercados imobiliários a cotação da terra disparou para valores nunca antes imaginados. Nas zonas férteis dos "barros de Beja", investidores espanhóis chegaram a pagar 15 mil euros por hectare e compraram grandes propriedades como a Rabadoa, a Fonte dos Frades ou a Quinta de São Pedro. Ninguém sabe ao certo quantos são e em que quantidades produzem porque estão enquadrados em empresas portuguesas registadas para o efeito. Vêm porque os terrenos são mais baratos e preferem o Baixo Alentejo porque as propriedades são mais extensas. Certezas apenas há de que a face da olivicultura está a mudar com os novos métodos de cultivo de olival e produção de azeite, exemplos importados que alguns empresários portugueses já estão a seguir.

A mudança parece estar a incomodar os agricultores, que sempre se habituaram a plantar as grandes searas de trigo. "Não discuto se o olival é o futuro ou não, mas acho que estão pondo muitos ovos no mesmo cesto", diz José Ribeiro, com sotaque genuíno. Gerente da Cooperativa Agrícola de Beja e agricultor em Beringel, José Ribeiro mostra o seu desencanto com a "invasão espanhola" e lamenta que "as terras boas para cereais" estejam a ser ocupadas com oliveiras. Outra das críticas feitas é o facto de os espanhóis trazerem tudo de Espanha. "Não compram herbicida nem adubo em Portugal. O investimento nos factores de produção é feito em Espanha ou através de canais espanhóis que eles criaram. Isso com certeza que não é positivo", diz José Ribeiro. Confrontado com estas acusações, o empresário espanhol Brígido Chambra, dono de uma das maiores investidoras do sector no Alentejo, mostra-se indignado e garante que é "a maior mentira" que ouviu nos últimos oito anos. "As pessoas que falam nisso ou são mal-intencionadas ou não têm informação nenhuma. O que trazemos de Espanha é euros. Tudo é adquirido aqui: a maquinaria, combustíveis, oficinas e mão-de-obra", afiança.

Brígido Chambra, dono da Agrogenil, uma empresa especializada na administração de propriedades agrícolas que inaugurou em 2002 um período de invasão de grandes grupos económicos do país vizinho e a consequente transformação completa do mercado. De então para cá, "nasceram" mais de 15 mil hectares de novos olivais intensivos, sobretudo em Serpa, Moura, Ferreira do Alentejo, Brinches, Vidigueira, Évora ou até Portalegre, detidos por várias empresas como a Agrogenil e algumas outras como a Fitagro Portugal, empresa que pertence ao Grupo Detea. Pedro Gonzalo Ybarra, director-geral da corporação, explica que o interesse dos espanhóis pelo olival português tem uma explicação simples, a margem de lucro. "Cada vez se tem prestado mais atenção ao olival, já que a tendência de subida do preço de mercado do azeite fazia subir a sua rentabilidade, e actualmente é mais rentável do que todas as culturas anteriores", realça.

Estes são dois exemplos de como a mancha de olival no Alentejo está a mudar, mas a verdade é que toda esta "revolução" a que se assistiu tranquilamente nos últimos anos, e de que só agora se vem falando, é levada a cabo sem qualquer tipo de controlo por parte das várias entidades com competência no âmbito da agricultura. "O problema é que muitos desses empresários chegam cá e abrem uma empresa portuguesa, compram terrenos, desenvolvem culturas e começam a trabalhar. Por essa razão, não existem números correctos de quantos são e de quanto produzem", explica Vilhena da Cunha, do Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas. Também no Gabinete de Estudos e Planeamento de Projectos do Ministério da Agricultura a resposta foi semelhante. "É impossível saber ao certo a nacionalidade dos produtores de azeitona." Razões? As mesmas.

A única forma de ter uma ideia aproximada da realidade é o contacto directo com as cooperativas. "Compramos produto aos produtores, alguns deles espanhóis, sim. Posso dizer, pelo que vejo, que são poucos mas produzem em grande quantidade", explica um dos trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Moura, a maior do País.

Jaime Silva, ministro da Agricultura, considera, apesar de tudo, positiva esta internacionalização do sector. "Ainda bem que houve investidores espanhóis que vieram e estão a mostrar aos alentejanos que fazer olival dá lucro", dizia o ministro, recentemente, numa visita à Herdade do Sobrado, propriedade de espanhóis, situada no concelho de Ferreira do Alentejo.

Para melhor ou pior, a verdade é que as estatísticas comprovam que no Alentejo se produz hoje mais azeite e se aproveitam melhor os recursos, que, no entanto, acabam por beneficiar empresários espanhóis. No final da linha, o azeite "feito" em terras portuguesas regressa a Portugal com rótulo espanhol. Por tudo isto, "e porque em Portugal se perderam anos sem se pensar no sector, os espanhóis ganharam-nos avanço e só agora, com a sua chegada ao Alentejo, alguns produtores portugueses estão a apostar no desenvolvimento do sector", explica Henrique Herculano, responsável técnico do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo.
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Quercus denuncia novo abate ilegal de azinheiras no concelho de Serpa

Empresas espanholas no Alentejo
derrubam montado e plantam olival

Empresas espanholas “invadiram” o Alentejo. Compram terras, plantam em zona de montado olivais para exploração intensiva. Para a agricultura alentejana, isso é bom ou é mau? As opiniões dividem-se, os ambientalistas criticam mas há agricultores que apoiam a vinda dos espanhóis.

A Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza acusa empresários espanhóis de promoverem o abate ilegal de centenas de azinheiras no Alentejo e exige a abertura de um processo de averiguações e a plantação de novas árvores desta espécie protegida.

Em comunicado, a associação afirma que está a aumentar a ameaça sobre os montados de sobro e de azinho, duas espécies protegidas em Portugal, uma vez que empresários espanhóis pretendem plantar olival intensivo nas inúmeras herdades alentejanas que têm vindo a comprar nos últimos anos.

"O precedente surgiu no caso do Monte Espada, entre Santiago do Cacém e Aljustrel, quando um empresário espanhol abateu mais de 600 azinheiras e 50 sobreiros, num único fim-de-semana", denuncia a Quercus, adiantando que uma parte da operação foi autorizada pelos serviços da Circunscrição Florestal do Sul, mas outra parte resultou de um abate ilegal.

De acordo com os ambientalistas, o mesmo terá acontecido na Herdade da Ínsua, localizada junto ao rio Guadiana, no concelho de Serpa, uma propriedade adquirida no ano passado por uma empresa espanhola (a Eurocompetência – Sociedade Imobiliária e de Exploração Agrícola, Pecuária e Cinegética, Lda) com o objectivo de plantar olival intensivo numa área onde existiam cerca de 700 hectares de montado de azinho.

 

Link: http://da.campodosmedia.com/jornal/index.php?link=noticia&id=5395

publicado por castromaisverde às 13:18
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Domingo, 30 de Março de 2008

LPN: Olivais intensivos ameaçam recursos naturais no sul do país

LPN: Olivais intensivos ameaçam recursos naturais no sul do país

Na zona envolvente à barragem do Alqueva têm sido adquiridas extensas propriedades agrícolas por grandes grupos económicos, a preços inflaccionados, que tornam impossível a sua rentabilização com base na agricultura convencional. O objectivo destas operações financeiras é o desenvolvimento de mega-projectos turísticos (típica especulação imobiliária) e/ou de agricultura intensiva, baseada essencialmente no regadio. Esta é uma estratégia de desenvolvimento rural insustentável, a médio e longo prazo e, por essa razão, inaceitável, grave e ilegal, especialmente quando estão em causa valores naturais protegidos, designadamente aqueles incluídos dentro da Rede Natura 2000.

Frequentemente, os projectos de agricultura intensiva, como é o caso da olivicultura intensiva, são responsáveis por profundas alterações e mobilizações do solo, causando forte erosão, como já se verifica em Espanha, destruição de galerias ribeirinhas e de áreas de montado, aplicações excessivas de herbicidas e pesticidas, que têm efeitos negativos muito elevados e irreversíveis sobre os ecossistemas. Esta situação é ainda mais grave quando a água utilizada na rega não é de boa qualidade e a drenagem é feita para os próprios reservatórios utilizados nessa mesma rega. As consequências são os problemas de salinização e sodização dos solos, com tendência para o agravamento com a alteração climática e a redução da lavagem do excesso de sais.

Há alguns dias foi anunciado mais um mega-projecto, desta vez na Herdade dos Machados, no concelho de Moura. Esta herdade, de características ímpares naquela região, encontra-se parcialmente inserida na Rede Natura 2000, quer na Zona de Protecção Especial (ZPE) de Mourão/Moura/Barrancos, quer no Sítio de Interesse Comunitário (SIC) Moura/Barrancos. Uma vasta área da herdade, está ainda por classificar, embora tecnicamente cumpra os requisitos para a sua classificação. Mais ainda, a herdade encontra-se situada sobre o aquífero Moura-Ficalho, um aquífero livre e confinado em algumas zonas, em que a recarga é superficial e feita também pelos cursos de água. As águas subterrâneas apresentam riscos médios a elevados de salinização, com valores elevados de nitratos, de cloretos e de sódio. A utilização de água de qualidade duvidosa irá agravar fortemente a qualidade deste aquífero, que será posto em causa pela intensificação agrícola prevista.

A Herdade dos Machados, fruto das actividades desde há muito aí praticadas, nomeadamente a agricultura extensiva, apresenta condições excepcionais para a conservação dos recursos naturais, particularmente a água, o solo, a flora e a fauna, entre outros, com importância a nível nacional e internacional. Efectivamente, podemos ali encontrar uma invulgar comunidade de aves, das quais se destacam as aves estepárias e de rapina; de mamíferos carnívoros, como o gato-bravo e o lince-ibérico; de morcegos, cuja zona é essencial para alimentação, encontrando-se aqui o segundo abrigo de morcegos cavernícolas mais importante do país e um dos mais importantes da Europa, abrigando colónias de reprodução de várias espécies; de fauna invertebrada, da qual são excelentes exemplos as comunidades aquáticas das ribeiras que nascem nas serras e são alimentadas pelo aquífero; e de flora, com uma enorme diversidade, encontrando-se aqui o único local em Portugal onde ocorre uma orquídea com distribuição restrita na Europa. Toda esta riqueza, que se encontra ameaçada, está em parte dependente da conservação desta área, através de práticas agrícolas extensivas.

As ONGA nacionais e europeias têm-se batido constantemente pela garantia de fundos comunitários suficientes para a gestão adequada da Rede Natura 2000, de forma a viabilizar economicamente o compromisso da União Europeia em parar a perda de biodiversidade até 2010. A perda de zonas com elevada importância para a conservação da natureza, através da destruição do habitat de largas centenas de espécies da fauna e da flora, de que a Herdade dos Machados constitui um exemplo único, representa, de forma anunciada, a falha desse compromisso.

A situação que agora se avizinha, com os anunciados investimentos em olival intensivo na Herdade dos Machados é, antes de mais, consequência da falha do Estado Português em garantir o financiamento e gestão da ZPE de Mourão/Moura/Barrancos e do SIC Moura/Barrancos, e da Rede Natura 2000 em geral. Casos semelhantes têm surgido em diversas áreas classificadas (ZPE de Castro Verde, Cuba, etc.), aumentando de forma insustentável os seus efeitos negativos a nível regional e nacional. Os milhares de hectares de olival intensivo projectado para esta propriedade não são os únicos dentro daquela área classificada, e traduzem o resultado prático da insuficiência de verbas destinadas ao financiamento de actividades agrícolas alternativas no âmbito do novo Programa de Desenvolvimento Rural (ProDeR), actividades estas que permitam a opção por modelos agrícolas que garantam a compatibilização entre o desenvolvimento rural e a conservação da natureza, exigidos desde há muito pelas ONGA e pelas associações de agricultores locais e nacionais.

Infelizmente, com a recente negociação do pacote financeiro do ProDeR, assiste-se a uma transferência dos financiamentos que deveriam suportar a gestão e a conservação da Rede Natura 2000, para investimentos que têm o efeito contrário. É o próprio Estado que parece fomentar este tipo de projectos em áreas sensíveis, contrariando a legislação nacional e comunitária.

Uma coisa podemos garantir: qualquer projecto de agricultura intensiva que ponha em causa os valores naturais da Rede Natura 2000 terá uma oposição forte e determinada das ONGA nacionais.

link: http://www.jfreguesias.com/news.php?extend.586

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008

Exposições - Inauguração da Exposição de Artes Plásticas "Condição Humana", de Fábio Bravo e Eduardo

Vále bem a pena visitar:

Exposição de Artes Plásticas "Condição Humana", de Fábio Bravo e Eduardo de Brito
26/3/2008 - 16/4/2008

Pintura, vídeo-arte , escultura e foto manipulação encerram o conjunto de obras produzidas por Fábio Bravo e Eduardo de Brito em “Condição Humana”. Intervenções artísticas como produtos desferidos pela revolta de ideias que exprimem a necessidade de autoconhecimento mas também de conhecimento da mente humana.

Obras onde o surrealismo, o expressionismo e o abstraccionismo se anunciam como influências expressas, tanto ao nível da técnica, como da temática.
 
Local: Fórum Municipal de Castro Verde 
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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Anedota do dia....

O «Engenheiro» e a inteligência
 
José Sócrates visita a Inglaterra e vai jantar com a rainha.
Às tantas, pergunta:
- Vossa majestade, a senhora impressiona-me. Como pode estar sempre cercada de gente inteligente? Como é que a senhora faz?
Ela responde:
- É muito simples. Eu deixo-os sempre em alerta. Faço um teste de QI regularmente, só para ver se a inteligência deles ainda está bem viva.
Sócrates, surpreendido:
- E como é que a senhora faz isso?
A rainha concorda em mostrar um exemplo. Pega no telefone e liga ao Tony Blair:
- Bom dia, Tony. Tenho um pequeno teste para ti...
Tony, todo educado:
- Bom dia, Majestade. Tudo bem. Estou pronto para o teste. Pode perguntar.
- Muito bem, Tony. O teste é o seguinte: "é filho do teu pai e da tua mãe, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?"
- Muito simples, Majestade. Sou eu mesmo...
- Bravo, Tony. Como sempre, inteligente. Até à próxima.
Sócrates fica impressionadíssimo. De volta a Portugal, decide pôr em prática a técnica que aprendeu com a rainha.
Telefona à ministra da educação Maria de Lurdes Rodrigues e pergunta:
- Maria, é o Sócrates, companheira. Tenho aqui um pequeno teste de inteligência para ti.
- Tudo bem, pergunta.
- É o seguinte: é filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?
- Ah, Sócrates, eu não esperava um teste assim, de repente. Tenho que pensar alguns minutos. Telefono-te depois, ok?
- Sem problemas. Até logo.
Ela de seguida liga para o Cavaco Silva, já que ele tem fama de inteligente. Faz a mesma pergunta que lhe foi feita, ao que o Cavaco responde:
- Ora bolas Maria, sou eu mesmo, como é óbvio!...
- Muito bem, perfeito, Cavaco! Obrigado.
E volta a ligar ao Sócrates:
- Sócrates, podes repetir a tua pergunta, por favor? Creio que tenho a resposta.
- Muito bem: é filho da tua mãe e do teu pai, mas não é teu irmão nem tua irmã. Quem é?
E a ministra da educação, vitoriosa:
- Simples!!! Ora bolas, é o Cavaco Silva!!!
- Não, estúpida!!! Tens que treinar mais!!! É o Tony Blair!!!

Caricatura Politica..... 

publicado por castromaisverde às 21:00
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A data da Páscoa Cristã

Sabia que:

A data da Páscoa foi fixada no primeiro concílio de Nicéia, no ano de 325.

Assim, a Páscoa cristã é comemorada (segundo o costume da Idade Média e da Europa) no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da Primavera (no Hemisfério Sul, Outono).: a data ocorre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril.

A decisão equalizava todas as correntes cristãs, mas é bem provável que nenhum método de cálculo da data tenha sido explicitamente indicado.

Essa decisão não foi sem discussão. Havia o problema da coincidência da data da Páscoa com as festas pagãs do início da Primavera. As igrejas da Ásia, principalmente, acreditavam que devia ser seguida a data do sacrifício do cordeiro em Pessach (14 de Nissan), que seria a data exata da morte de Cristo.

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa#A_data_da_P.C3.A1scoa_Crist.C3.A3

 

Votos a todos de boa Páscoa...

Manuel Mestre

publicado por castromaisverde às 20:40
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Repressão intensifica-se no Tibete

Noticia:euronews
Repressão intensifica-se no Tibete
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A China reforçou a presença militar no Tibete e nas províncias onde existem grandes comunidades tibetanas, no oeste do país. Pequim anunciou a detenção de 24 pessoas implicadas nas manifestações violentas em Lassa. As manifestações de tibetanos começaram no dia 10 de março, em Lassa, a pretexto dos 49 anos da insureicção contra o poder chinês.

Os tibetanos no exílio afirmam ter conhecimento de uma centena de vítimas mortais. Pequim nega ter disparado contra os manifestantes e acusa o Dalai Lama de fomentar os motins para boicotar os jogos olímpicos.

O Dalai Lama é alvo de fortes críticas dos grupos tibetanos radicais, sobretudo jovens, que não acreditam na abordagem pacífica do prémio nobel da paz.

O presidente do Congresso da Juventude Tibetana, afirma que "em vinte anos a via do compromisso não deu em nada e que neste momento sombrio da história tibetana são necessárias acções concretas".

 

Sem Comentários......

publicado por castromaisverde às 20:24
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Quercus quer recuperar 30% das rolhas de cortiça no mercado para plantar um milhão de árvores

Regional

Quercus quer recuperar 30% das rolhas de cortiça no mercado para plantar um milhão de árvores

 
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Rolha de cortiça
 

A Quercus pretende recolher 30 por cento das rolhas de cortiça comercializadas anualmente em Portugal e aplicar o dinheiro resultante da reciclagem na plantação de um milhão de árvores nos próximos cinco anos.

TEMAS: Ambiente

O presidente da associação ambientalista explicou à agência Lusa que a recolha das rolhas de cortiça vai começar a ser feita em Abril em restaurantes, estendendo-se a partir de Junho a escolas e aos hipermercados Continente, onde serão colocados depósitos para colocação das rolhas.

Desta forma, a associação ambientalista pretende recolher 30 por cento dos 300 milhões de rolhas que todos os anos são introduzidas no mercado em Portugal.

Depois de recolhidas, as rolhas são trituradas e aproveitadas para o fabrico de outros produtos industriais, como isolamentos, juntas de dilatação, pavimentos ou revestimentos.

"Os dividendos financeiros resultantes da reciclagem serão reinvestidos na plantação de árvores e na gestão de habitats e espécies", acrescentou Hélder Spínola.

A plantação de sobreiros e a gestão de montados de sobro já existentes é considerada prioritária, uma vez que o uso das rolhas de cortiça promove a existência destes ecossistemas, considerados dos mais ricos em biodiversidade na Europa.

Nos próximos cinco anos, a Quercus pretende plantar um milhão de árvores, criar 100 novas reservas biológicas e restaurar 10 quilómetros de rios e ribeiras.

A corticeira Amorim associou-se a este projecto, sublinhando que se trata do "primeiro programa de reciclagem que permite financiar a conservação e recuperação da natureza, utilizando exclusivamente árvores que constituem a floresta autóctone" portuguesa.

O presidente da corticeira, António Amorim, lembrou à Lusa que as rolhas de cortiça são um produto reciclável "com aplicação a nível industrial" e mostrou vontade em estender este projecto a outros países.

"A Quercus e o Modelo Continente fazem a campanha de sensibilização e de recolha das rolhas. A Amorim paga por essas rolhas, que vai utilizar como matéria-prima nos seus fins industriais e a Quercus e a Modelo Continente utilizam esse dinheiro para a plantação de sobreiros", resumiu o responsável.

Para a Amorim, a rolha de cortiça é "o produto base que deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobro", um ecossistema que se estima que absorva por ano em Portugal 4,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono, o que representa cinco por cento das emissões totais do país.

O projecto de recolha e reciclagem de rolhas promovido pela Quercus insere-se numa iniciativa mais ampla, o "Condomínio da Terra", que encara o Planeta como uma casa comum, onde os bens devem ser geridos em conjunto.

Para isso, estão a ser criadas em Portugal micro-reservas onde os ambientalistas compram espaços ou estabelecem contratos com proprietários de algumas zonas para a conservação das espécies e recuperação dos habitats, estando as salinas e as dunas já referenciadas como prioritárias.

20 de Março de 2008 | 14:15
lusa

 

 

Link: http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=22908

publicado por castromaisverde às 20:22
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Domingo, 16 de Março de 2008

Olimpíadas Matemática: Aluno conquista recorde de medalhas

Filipe Valeriano, aluno do 12º da Escola Secundária de Castro Verde, conseguiu hoje atingir a marca de cinco medalhas nas Olimpíadas Portuguesas de Matemática, tornando-se assim o terceiro concorrente a conquistar uma por cada ano possível de participação.
As Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM), organizadas anualmente pela Sociedade Portuguesa de Matemática, são um concurso de problemas de matemática, dirigido aos estudantes dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e também aos que frequentam o ensino secundário, que visa incentivar e desenvolver o gosto pela matemática.
Os problemas propostos neste concurso fazem apelo à qualidade do raciocínio, à criatividade e à imaginação dos estudantes. A final das XXVI Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM) terminou hoje em Coimbra - a cidade onde a competição foi criada -, na Escola Secundária José Falcão, estabelecimento de ensino com maior número de medalhas na categoria B (10º a 12º ano).
Em comunicado, a Sociedade Portuguesa de Matemática, organizadora da iniciativa, refere que em 25 anos este feito do aluno Filipe Valeriano tinha ocorrido apenas duas vezes.
Filipe Valeriano, que conquistou este ano uma medalha de prata na categoria B (10º-12º anos) já tinha sido premiado em cinco edições das Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM).
Outros 23 alunos de escolas de todo o país receberam medalhas entre os quais Eloísa Grifo, uma das representantes de Portugal nas Olimpíadas Ibero-Americanas de 2007. A aluna, que frequenta o 12º ano na Escola Secundária Domingos Sequeira, em Leiria, junta um ouro na final nacional ao primeiro lugar na categoria 15 a 18 anos do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa na edição de 2007, comprovando que é possível ser simultaneamente muito bom a Matemática e a Português.
As medalhas foram entregues pelo presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, pelo representante do Ministério da Educação, Luís Capucha, por Ana Noronha, directora do Ciência Viva, e por Nuno Crato, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática.
Aos vencedores das medalhas de ouro e de prata da categoria B receberam enquanto os restantes medalhados receberam cheques brinde ou calculadoras gráficas. Os 24 vencedores - 12 na categoria A e 12 na categoria B - foram apurados a partir de um grupo de 60 jovens, seleccionados entre os cerca de 30 mil que participaram da competição.
Os da categoria B frequentarão ainda um estágio para a selecção dos representantes de Portugal nas Olimpíadas Internacionais e Ibero-Americanas. Do estágio participam também os medalhados da categoria B de anos anteriores e os que ganharam medalha de ouro da categoria A.
O estágio decorrerá nos fins-de-semana e durante as férias, em Coimbra. Em 2007, o Portugal ganhou uma medalha de bronze e uma menção honrosa nas Internacionais, e três medalhas nas Ibero-americanas: uma de ouro (a primeira portuguesa), uma de prata e uma de bronze.
Em 2008, estas competições decorrerão em Espanha e no Brasil, respectivamente. As OPM foram organizadas pela primeira vez em 1980, com a designação de Mini-Olimpíadas de Matemática. Naquele ano e nos seguintes, apenas as escolas da região Centro participaram, mas a procura fez com a partir 1983 fossem aceites alunos de todo o país.
As Olimpíadas não pararam de crescer, e a participação passou de 151 escolas e 6028 estudantes na primeira edição nacional para mais de 1100 escolas e 30 mil estudantes este ano.
Muitos parabéns....
Link: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=&id_news=323621&page=0
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Cante alentejano

Vai haver festa do cante alentejano em Amoreiras-Gare

 
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Cante Alentejano
 

Celebrar o 10º aniversário do Grupo Coral Vozes Femininas de Amoreiras-Gare é o mote para a festa dedicada ao canto alentejano que se irá realizar amanhã, dia 15 de Março, naquela localidade do interior do concelho de Odemira.

O Grupo Coral Vozes Femininas de Amoreiras-Gare convidou seis grupos para desfilar e actuar na sua festa de aniversário, à imagem do que tem acontecido noutros anos.

Para além do grupo da casa, irão participar o Grupo Coral Infantil As Carapinhas (Castro Verde), Grupo Coral da Casa do Povo de Vila Nova de Milfontes, Grupo Coral Misto de Figueira de Cavaleiros (Ferreira do Alentejo), Grupo Coral Cubense Amigos do Cante, Grupo Coral Feminino Amigos do Campo de Faro do Alentejo (Cuba) e Grupo Coral de Santo Amador (Moura).

O desfile pelas principais ruas de Amoreiras-Gare terá início a partir das 16 horas, seguindo-se depois a actuação no Centro Social da localidade. A noite terminará com um animado baile.

A organização da iniciativa pertence ao Grupo Coral Vozes Femininas de Amoreiras-Gare, que conta com o apoio do Município de Odemira e da Junta de Freguesia de S. Martinho das Amoreiras.

14 de Março de 2008 | 08:23

publicado por castromaisverde às 22:05
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