Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Comissão Europeia arquiva processo contra Portugal relativo à conservação da natureza

Protecção de aves estepárias e da águia-de-Bonelli
Comissão Europeia arquiva processo contra Portugal relativo à conservação da natureza 
27.11.2008 - 11h35 PÚBLICO
A Comissão Europeia arquivou um processo por infracção em matéria de conservação da natureza em Portugal, foi hoje anunciado. Bruxelas diz que Lisboa “já tomou medidas suficientes” para a protecção das aves estepárias e da águia-de-Bonelli.

Segundo um comunicado de Bruxelas, a Comissão tinha há muito a decorrer um procedimento de infracção contra Portugal por “inobservância do previsto nas Directivas Habitats e Aves relativamente à designação de zonas de protecção”.

“Regozijo-me com as medidas importantes tomadas por Portugal no tocante à designação de zonas de protecção de aves selvagens”, comentou o comissário europeu para o Ambiente, Stavros Dimas.

A Directiva Aves impõe aos Estados membros a designação de sítios de protecção das espécies de aves selvagens ameaçadas. Mas, no entender da Comissão, Portugal não tinha designado a protecção de uma área suficiente para a conservação das aves estepárias – como a abetarda (Otis tarda), sisão (Tetrax tetrax) e o peneireiro-das-torres (Falco naumanni -, cujas populações entraram em declínio devido às alterações do uso dos solos. Estas aves vivem em zonas agrícolas abertas, sem árvores e com pluviosidade reduzida.

Em 1999, Bruxelas recorreu ao Tribunal de Justiça contra Portugal devido às “insuficiências” detectadas na designação de zonas de protecção especial. O processo foi suspenso depois de “alguns progressos”. “Reexaminada a situação, verificou-se que o Estado membro teria de melhorar a protecção das aves estepárias, tendo a Comissão reaberto o processo”, escreve Bruxelas em comunicado.

Em Fevereiro deste ano, Portugal designou oito novas zonas de protecção especial para as aves estepárias – Vila Fernando, Veiros, São Vicente, Piçarras, Monforte, Reguengos, Évora e Cuba/Alvito, seguindo-se a Torre da Bolsa em Outubro – e aprovou duas zonas novas de protecção especial para a águia-de-Bonelli (Monchique e Caldeirão).

“Ainda terão de prosseguir as negociações relativas a algumas zonas de protecção, mas a Comissão considerou que, em face destes importantes avanços, o processo de infracção podia ser arquivado”.

As espécies em causa:

Peneireiro-das-torres: esta espécie que nidifica em Portugal tem uma distribuição muito localizada, no Alentejo interior. Até aos anos 30 e 40, a ave era bastante comum no Alentejo; o último censo, realizado em 2001, revelou a existência de cerca de 270 casais distribuídos por 31 locais de nidificação. Oitenta por cento da população está concentrada na Zona de Protecção Especial de Castro Verde e do Vale do Guadiana.

Águia-de-Bonelli: em 2000, a população nacional foi estimada em 77-80 casais. Segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, à excepção das serras do sudoeste e Baixo Guadiana - onde as populações estão a aumentar - a população no país estava em ligeiro declínio nas bacias do Douro, Tejo e Sado. Nos últimos 15 anos desapareceram 15 casais.

Abetarda: a espécie, monitorizada desde 1980, tem uma população avaliada em 1150 indivíduos (dados de 2002). A área de ocorrência da abetarda está a diminuir, com a extinção de oito dos 17 núcleos reprodutores conhecidos na década de 80. Como ameaças contam-se a intensificação da agricultura, a florestação de terras agrícolas e o sobrepastoreio. Para agravar o quadro, a espécie tem uma reduzida capacidade de colonização de novas áreas.

Sisão: Estima-se a população em cerca de dez mil indivíduos, 2400 dos quais em Castro Verde. Nos últimos 10 anos, a espécie sofreu um declínio devido à intensificação da agricultura e à redução da área de poisio disponível. O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal admite que a tendência de regressão não deverá ser alterada nos próximos anos devido à evolução da agricultura no Alentejo.

 

link: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1351406&idCanal=92

 

Avanço ou retrocesso?

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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Francelho-das-torres

Renascidos em cativeiro


ROBERTO DORES
Protecção. Hoje, no Alentejo, há apenas 350 a 400 casais reprodutores do francelho-das-torres, uma espécie de conservação prioritária na Europa. Mas as medidas de criação em cativeiro realizadas pela Liga da Protecção da Natureza dão uma nova esperança a este pequeno falcão
Foi uma surpresa para os biólogos do núcleo alentejano da Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Pela primeira vez em Portugal, casais de francelhos conseguiram reproduzir-se em cativeiro. Já nasceram cinco crias, este ano, no Centro de Acolhimento de Animais Silvestres, que em breve serão reintroduzidas na Natureza. Uma nova esperança para este pequeno falcão que nas últimas décadas desapareceu dos centros históricos.

O método, mais comum em Espanha e França, já tinha sido testado sem sucesso no Alentejo, a única região portuguesa onde ainda existe esta espécie - entre 350 e 400 casais reprodutores -, com recurso a animais debilitados recolhidos pelos ambientalistas da LPN. A liga possui hoje nove casais sem condições de serem devolvidos ao meio natural, por apresentarem lesões que os impede de voar, algumas delas provocadas pela mão humana.

No ano passado já tinha havido sinais optimistas, quando algumas fêmeas colocaram os primeiros ovos no interior de umas caixas de madeira, destinadas a abrigos nocturnos. Contudo, não houve qualquer nascimento, adiando a esperança da ambientalistas, que candidataram agora um projecto ao programa comunitário LIFE para tentarem colocar os cinco juvenis em liberdade. Segundo Carlos Carlos, da LPN, vai ser utilizado um método que já demonstrou ser eficaz em Espanha e França, segundo o qual os animais vão começar a conhecer um novo ambiente, traduzido num semi-cativeiro. "Vão ser transportados um ambiente de colónia, tendo a possibilidade de virem cá fora, embora a a alimentação continue a ser dada de forma artificial por nós", explica o ecologista.

No mesmo ambiente vão estar os "pais francelhos" para viabilizarem a socialização das crias ao ambiente natural e junto dos adultos que não conseguem voar. Um processo muito semelhante com o que se passa nos pombais. Até ao dia em que os juvenis vão ter capacidade para migrarem, possivelmente rumo a África, onde têm sido encontradas colónias alentejanas, na Mauritânia e África do Sul, onde passam o Inverno. Carlos Cruz garante que na época de reprodução, que começa com o regresso ao Alentejo em finais de Fevereiro, estes exemplares voltarão à zona onde foram libertados.

É que o francelho-das-torres - assim se chama - tende a reproduzir-se na zona onde deu os primeiros voos, sendo esta uma explicação para a abrupta redução da espécie no Alentejo. Há documentos, datados de 1931, onde os testemunhos dão conta de tantos francelhos nos céus de Évora como de andorinhas, à semelhança do que sucedia em outros centros históricos da região, cujas intervenções em igrejas e muralhas, entre as décadas de 40 e 60, viriam a provocar o declínio desta ave.

"Este falcão não constrói ninhos, ocupa cavidades. Os francelhos, como se alimentam de insectos nos campos, instalavam-se em grupo, utilizando como suporte para os seus ninhos as cavidades dos edifícios velhos, que foram sendo tapadas à medida que as intervenções avançaram nos centros históricos. Como o seu sentido de orientação fica muito marcado pelos primeiros voos, eles desapareceram para outras zonas porque perderam as suas cavidades", explica Carlos Cruz.

Mértola e o Campo Branco, em Castro Verde, são os dois únicos meios urbanos de onde não desapareceu por completo. De resto, é no concelho de Castro Verde que estão 70% dos casais de francelhos, justamente porque as cavidades nos edifícios se mantiveram, rodeadas por extensas áreas abertas com agricultura extensiva, que fornecem o habitat de caça ideal. Contudo, também aqui se registe uma acentuada redução da espécie que pode ser atribuída ao uso de pesticidas na agricultura. Em Castro Marim, já no Algarve, a intervenção na muralha, em 1984, deixou 20 cavidades abertas para o francelho, mas a ave acabou desaparecer.|
 
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

“Campos do Sul. Memória de uma Revolução. Transformações económicas e sociais, 1974-75”.

Exposição apresentada pela Escola Superior de Educação de Setúbal

De 24 de Novembro a 05 de Dezembro a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (ESE/IPS) apresenta ao público a exposição “Campos do Sul. Memória de uma Revolução. Transformações económicas e sociais, 1974-75” em colaboração com IHC - Instituto de História Contemporênea da Universidade Nova de Lisboa.

Trata-se dum projecto que visa dar a conhecer o processo social e as alterações económicas ocorridas nos campos do sul no período subsequente ao 25 de Abril de 1974 .

Do ponto de vista da sua estrutura, a exposição divide-se em três partes:
Na primeira, intitulada – “Anos 60: Êxodo Rural e Estrutura Económica e Social” –, apresentam-se os números do êxodo rural e referem-se os aspectos mais marcantes da estrutura económica do Alentejo nos anos 60: subida do preço dos salários, recuo da área semeada e intensificação da mecanização agrícola num contexto de decadência do latifúndio tradicional e de afirmação crescente do capitalismo agrário na região. A par deste aspecto, caracterizam-se as classes sociais em presença no quadro duma estrutura fundiária onde 2% das propriedades agrícolas existentes correspondiam a 57% da área total agrícola disponível.

A segunda, – “O 25 de Abril e o Movimento Social dos Assalariados Rurais” –, inclui informação sobre:
a) A nova realidade política e social emergente no Alentejo a seguir ao 25 de Abril (eleição para as comissões administrativas de câmaras municipais, juntas de freguesia e casas do povo; constituição de sindicatos agrícolas, ligas de pequenos agricultores e associações de agricultores);
b) Os conflitos sociais que se desenvolvem nos campos (primeiro caderno reivindicativo dos assalariados rurais, greve no concelho de Beja, assinatura das primeiras convenções de trabalho por concelho, distribuição dos trabalhadores rurais pelas herdades, assinatura dos primeiros contratos colectivos de trabalho, intervenções do Estado nas explorações agrícolas e primeiras ocupações de terras).
c) O movimento de ocupações de terras (fases do movimento, áreas ocupadas, legislação sobre a reforma agrária e acção dos 4º e 5º Governos Provisórios).

Na terceira parte, dedicada às “Novas Unidades de Produção Agrícolas”, para além da referência ao processo conducente à formação das UCP(s) e Cooperativas, apresentam-se as características destas novas entidades de gestão colectiva da terra.

A exposição tem a coordenação científica de Constantino Piçarra e João Madeira e a pesquisa de imagem da Susana Martins. É financiada pela ESDIME, no âmbito do projecto Leader +, e conta com o apoio das Câmaras Municipais de Castro Verde e Grândola. Para além destes apoios a exposição contou, ainda, com diversas colaborações, como o Diário do Alentejo, a Biblioteca Nacional, a Torre do Tombo, o Arquivo do Diário de Notícias, a Hemeroteca de Lisboa e alguns particulares com a cedência de fotografias.

A entrada na exposição é livre podendo ser visitada nos dias úteis das 8.30h às 19.30h.
 

 

Link: http://www.jfreguesias.com/news.php?extend.1117

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Domingo, 16 de Novembro de 2008

EN 123

EN 123: Início das obras da estrada que liga Mértola a Castro Verde 06:59 16-11-2008

Dois meses depois da entrega, ao Governador Civil, de um abaixo-assinado com cerca de 700 assinaturas, tiveram início as obras de requalificação da Estrada Nacional 123.


 

 

Dois meses após a recepção, pelo Governador Civil de Beja, do abaixo-assinado com cerca de 700 assinaturas, onde era exigida a urgente requalificação da Estrada Nacional 123 (na foto), que liga Castro Verde a Mértola, tiveram finalmente início as obras daquela via rodoviária.

Na altura, em 4 de Setembro, Manuel Monge, deu a garantia do começo dos trabalhos em Outubro, justificando que o problema residiu “na necessidade de alargamento da estrada, que entrou em terrenos da ZPE e Rede Natura 2000”.

Aquando da entrega do documento reivindicativo, o deputado municipal de Castro Verde, Adelino Coelho, mostrou-se satisfeito com “o que ouviu” do Governador Civil.

As obras de beneficiação da Estrada Nacional 123, que liga Castro Verde a Mértola, deverão durar 540 dias. Em “banho Maria” continua a situação a construção do IC27, entre Alcoutim e Mértola, que “está longe de ter começo”.

 

 

Até que enfim!

 

Link:http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/24280

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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Site da Câmara Municipal de Castro Verde

 

Visito com regularidade o site (local na Internet) da Câmara Municipal de Castro Verde, que se encontra actualizado diariamente com as novidades e as actualidades de concelho.

 

Esta nova vida do site tem sido segundo o meu ponto de vista uma ferramenta bem aproveitada de divulgação e promoção do concelho.

 

Para a equipa que gere o site que seguramente aceita uma critica construtiva, aqui fica o reparo e uma sugestão, no site encontram-se três bandeirinhas a Portuguesa a Espanhola e a Inglesa, mas quando clicamos com o rato não acontece nada.

 

Para um concelho que acredita no turismo como forma de desenvolvimento, penso que seja elementar que pelo menos tenha traduzida a informação de base relevante do site como por exemplo a sua historia em varias línguas.

 

Geminamonos com os Castroverdes espanhóis e nem isso nos serviu de estimulo e incentivo para traduzirmos a informação relevante da nossa terra em castelhano.

 

Sempre podíamos pedir uma mão a nuestros hermanos.

 

Como sugestão, vamos lá colocar nas GOP 2009, a continua dinamização do site e a tradução da informação relevante em Espanhol e em Inglês.

Manuel Mestre   


 Link: http://www.cm-castroverde.pt/cm_castroverde/inicio/

publicado por castromaisverde às 23:30
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Minas de Neves-Corvo e de Aljustrel suspensas à espera da recuperação dos preços do Zinco

Decisão do proprietário anunciada hoje
Minas de Neves-Corvo e de Aljustrel suspensas à espera da recuperação dos preços 
13.11.2008 - 17h59 Lusa
A Lundin Mining Corporation anunciou hoje a suspensão da extracção e produção de zinco nas minas de Neves-Corvo e Aljustrel (Beja), até que "haja uma recuperação dos preços" daquele metal no mercado.

A empresa, detentora das empresas concessionárias dos dois complexos mineiros alentejanos, a Somincor (Neves-Corvo) e a Pirites Alentejanas (Aljustrel), expressa, contudo, uma "perspectiva optimista de médio prazo em relação ao preço do zinco".

A empresa prevê que "haverá um défice na oferta de concentrado de zinco, uma vez que o crescimento económico se restabeleça".

Esta decisão do grupo mineiro implica que a mina de Aljustrel, devido aos "baixos preços" actuais do zinco, único metal que estava a ser extraído no complexo, seja colocada em situação de manutenção das instalações, com "suspensão da actividade produtiva".

Quanto à mina de Neves-Corvo (concelho de Castro Verde), a empresa decidiu suspender a produção de zinco, embora continue a extracção e produção de cobre.

Suspensão após curtos meses de laboração

Após 13 anos parada, a mina de Aljustrel voltou a laborar en Maio de 2006, quando começaram os trabalhos preparatórios, que decorreram até Janeiro deste ano, altura em que começou a extracção.

A 19 de Maio deste ano, durante a cerimónia que marcou o arranque simbólico do reinício da produção comercial, com a presença do primeiro-ministro, a Pirites Alentejanas previu que o complexo estivesse a funcionar em pleno em 2009.

Na cerimónia, José Sócrates apontou a reactivação das minas de Aljustrel como exemplo dos projectos necessários para Portugal, visto envolverem investimento, criarem emprego e contribuírem para o reforço das exportações.

Por seu lado, o vice-presidente da Lundin Mining, João Carrêlo, garantiu então que a reactivação da mina era uma aposta "séria e merecedora de credibilidade".

Na altura, João Carrêlo anunciou que o grupo sueco/canadiano queria "apostar fortemente" na indústria mineira em Portugal, com cinco projectos nos distritos de Beja e Setúbal, num investimento estimado em 242,5 milhões de euros.

Prejuízos avultados

No comunicado enviado hoje, a Lundin Mining anuncia que a situação de "care and maintenance" (manutenção das instalações) da mina de Aljustrel tem "efeitos imediatos" e que, desde a fase de pré-produção, os prejuízos estimados ascendem a "cerca de 45 milhões de euros".

A empresa realça a "súbita e significativa descida dos preços", de "mais de 50 por cento", do mercado mundial do zinco, desde a inauguração oficial do complexo mineiro, mas assegura que a situação desta mina será "revista periodicamente".

O presidente do grupo, Phil Wright, citado no comunicado, lamenta a decisão de suspender a laboração, mas garante que não havia "outra opção", não só pelos "preços actuais dos metais", mas também devido aos "baixos teores do minério" existente em Aljustrel.

Segundo a empresa, o projecto de Aljustrel foi concebido inicialmente como "um projecto de zinco com recursos limitados de cobre, para serem extraídos no fim da vida útil da mina", ainda que "recentes sondagens" tenham aumentado a quantidade de recursos daquele metal disponível para extracção.

"Este aumento, juntamente com os recursos actualmente inviáveis de zinco, conduziu a um plano de lavra", inicialmente focado para a extracção dos recursos de cobre, "tecnicamente possível", mas estudos detalhados confirmaram, depois, que esta opção "era também inviável economicamente, tendo em conta os preços actuais do metal".

Aljustrel planeou produzir 80 mil toneladas anuais de metal contido no concentrado de zinco, tendo sido investidos na construção do projecto "150 milhões de euros".

Agora, os custos relativos à manutenção das instalações são estimados pelo grupo em quatro milhões de euros por ano.

Neves-Corvo mantém laboração

Relativamente a Neves-Corvo (trata anualmente dois milhões de toneladas de cobre e meio milhão de toneladas de zinco), com a suspensão do negócio do zinco, a Somincor vai extrair minério de cobre "de baixo teor, mas rentável", a tratar na lavaria de zinco.

O presidente da Lundin Mining garantiu que "não faz sentido produzir zinco a estes preços" e realçou a flexibilidade da lavaria daquele metal, que vai permitir que a mina possa "aumentar a produção de cobre no curto prazo".

O zinco já extraído e que se encontra em stock ainda vai ser processado, ressalva a empresa, explicando que, só depois, é que aquela lavaria irá ser afecta à produção do concentrado de cobre. Ainda assim, a empresa promete continuar, embora a "ritmo lento", o investimento de "expansão do negócio do zinco" em Neves-Corvo, desde que os preços o justifiquem.

A previsão aponta para a duplicação da actual capacidade da produção daquele metal "para 50 mil toneladas, a partir de 2011", e eventualmente investir, "até 2013, numa expansão do jazigo do Lombador".

"Com recursos de zinco de classe mundial, o grupo Lundin Mining espera expandir a sua produção de zinco, logo que haja um crescimento da economia", promete ainda Phil Wright.

 

Link: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349901&idCanal=57

 

Espero que esta noticia não apanhe ninguém de surpresa .....

 

 

publicado por castromaisverde às 21:55
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Preparação das Grandes Opções do Plano

Segundo o site da Câmara Municipal de Castro Verde

 

 "Autarquia vai promover encontros de Preparação das Grandes Opções do Plano " não sendo eu especial adepto destas sessões acho que as coisas devem ser preparadas com um mínimo de coerência a noticia é publicada no site ontem 11 de Novembro e a primeira sessão "participada" já está a ocorrer hoje dia 12.

 

Seguramente vai ter uma adesão em massa da população, retirando a ironia da afirmação, não encontrei no site qualquer documento orientativo sobre a forma ou os  principio de ideias em debate.

Volto a colocar a questão de forma semelhante que a coloquei nos outros anos, qual é a taxa de execução do programa eleitoral, qual o grau de execução das Grandes Opções do Plano do ano em curso e qual é a verba em valor ou percentagem que os políticos destinam á iniciativa popular, será que nos será dada a oportunidade de como cidadãos participarmos de forma activa, na vida do concelho.  
 

Manuel Mestre
 

Programa retirado do site da autarquia.

 

 

A Câmara Municipal de Castro Verde vai promover encontros com as Juntas de Freguesia e a população, com o objectivo de definir prioridades e reunir contributos, para a elaboração das Grandes Opções do Plano 2009.

Os encontros estão agendados nas seguintes datas:
• 12 de Novembro, 20h30 – S. Marcos da Atabueira, na Antiga Escola Primária;

• 13 de Novembro, 20h30 – Casével, no Centro de Convívio;

• 14 de Novembro, 18h00 – Sta. Bárbara de Padrões, na Junta de Freguesia;

• 14 de Novembro, 20h30 – Entradas, no Pólo da Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca.

• 17 de Novembro, 21h00 – Castro Verde, na Junta de Freguesia;"
 
publicado por castromaisverde às 21:41
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A Democracia

(A Democracia é o pior de todos os sistemas
Com excepçäo de todos os outros :)

Ainda há quem se acanhe
Com a pronúncia que tem
Mas com cinco letras apenas
Se escreve a palavra Manhe

Que é de todas a mais bela
Mais bela que o céu azul
E aqui tem mais letras
Do que no sul

Abel foi morto por Caim
Irmäo nunca vi mais ruim
Trespassou Abel, que ao tombar
Gritou "Mäe!"

A mäe, por sinal já defunta
Levantou-se mesmo assim
Disse para Caim "Já näo és meu filho
"Meu filho da mäe!"

A Democracia é também
Uma mäe mais doce que o mel
Só que às vezes Abel mata Caim
Caim mata Abel

Por aqui se prova, afinal
Que mäe afinal näo há só uma
Só em Portugal säo mais do que as mäes
é isso, Mäe

( A Democracia é o pior de todos os sistemas
Com excepçäo de todos os outros :)

Há muitos países que julgam
Que têm democracia, inclusivé
às vezes, o nosso

Mas encha-se de justiça o fosso
E erga-se a liberdade ao meio
Que só de intençöes
Está o inferno cheio

Näo há justiça sem liberdade
E o vice-versa é também verdade
E essa é a luta, no fundo
Pelos direitos humanos no mundo

 

 

Sérgio Godinho

publicado por castromaisverde às 00:01
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

LENDA DO VERÃO DE S. MARTINHO

LENDA DO VERÃO DE S. MARTINHO

Diz a lenda que Martinho era soldado
Sobre o comando de Júlio César o imperador
E deixou o seu nome perpetuado
Como exemplo de solidariedade e amor
 
Martinho que certo dia cavalgava
Com tempestade num desero descampado
Com ele no caminho se cruzava
Um pobrezinho, quase nú e enregelado
 
Martinho ao encontrar aquele pobre
Pelo caminho tiritando assim de frio
Desmontou e num gesto muito nobre
Com ele a sua capa dividiu
 
O pobrezinho que era Deus Nosso Senhor
Ao receber aquele exemplo de carinho
Parou o frio, a tempestade e fez calor
Ficou para sempre o verão de S. Martinho
 
S. Martinho nosso santo padroeiro
Na nossa igreja no altar se evidencia
A sua capa é o simbolo verdadeiro
Cortada ao meio no brasão da Freguesia
Manuel Silva Graça
publicado por castromaisverde às 00:01
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008

Árvores do Alentejo

Árvores do Alentejo


Horas mortas... curvadas aos pés do Monte
A planície é um brasido... e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol postonte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
-Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

 

Florbela Espanca

 

 

 

 Florbela Espanca nasceu no Alentejo, em Vila Viçosa, a 8 de Dezembro de 1894. 

 

publicado por castromaisverde às 23:54
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