Domingo, 8 de Junho de 2008

Qualquer dia...

Olá bom dia a todos,

 

Finalmente chegou o sol,

Como é bom ficar ao sol de barriga para o ar,

Sim, de barriga para o ar, ao sol

De barriga para o ar só para os outros atazanar,

 

Viver á conta do estado,

Reforma ou do subsidio,

Não importa alguém á de pagar,

E lá estarei para os massacrar,

 

Agora que tenho tempo,

Alguma hei-de inventar

Tenho que suspeitar de algum elemento

Senão como é que os vou chatear,

 

Azar daqueles que tem que contribuir

Aqueles que pagam impostos para trabalhar

E que não tem gasóleo agrícola para sorrir

A esses vou ridicularizar

 

Coitados dos cremezinhos

Que nem ao sol se podem deitar

Coitados dos pobres bichinhos

Com esses também hei-de ralhar

 

Os amigos ex militares

Também tem um blog para comentar

Comentários aos milhares

A esses não vou atazanar

 

Sobre os grandes projectos tenho sempre opinião

Não sei se a vou expressar

Talvez quando voltar D. Sebastião

Até lá de todos tenho que suspeitar

 

Quero denunciar que o ar que ando respirar

Anda impróprio para consumo, já não cheira a mel

Mas eu gosto de o respirar

Traz veneno e fel

 

A declarações tenho que verificar

Os papeis consultar

Porque na assembleia tenho que comunicar

Que afinal ninguém se andava a aproveitar

 

Que azar lá andei a suspeitar

De quem um dia um erro cometeu

Provavelmente sem pensar

Escreveu o nome dele ao lado do meu

 

 

Divirtam-se tenham um belo domingo de sol de barriga para o ar.

publicado por castromaisverde às 11:27
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8 comentários:
De Manuel Antonio Domingos a 8 de Junho de 2008 às 17:19
A sua arte de versejar
Tem muito que se lhe diga
Concerteza que estava a respirar
Das entranhas da barriga

Revela estar muito bem informado
Embora venha com vocabulário pobre
Defender a profissão de reformado
Com o mesmo manto que os cobre

Você é um cidadão exemplar
Que goza de confiança desmedida
Que nem ousa acreditar
Que o amo está de saída

Mas não se deixe abater
Nem perca o descernimento
Porque ainda o hei-de ver
Como encarregado do desenvolvimento

E se a coisa for prá frente
Como está na previsão
Primeiro que toda a gente
Vai aparecer na televisão

Terá honras de telejornal
Entrevistas em directo
Uma bençõa papal
E um pudim Predilecto

Vai-se tornar accionista
De uma empresa limitada
Com a concessão da auto-pista
Que vai dar à auto-estrada

Vai entregar o cartão
Se ainda o tiver consigo
E criar a Federação
Do subsídio do trigo

Vai contratar um contabilista
Pra lançar os dividendos das acções
Na conta do ex-comunista
Que agora vende ilusões

E para que termine em beleza
Com voto unânime da Assembleia Municipal
E do público presente concerteza
Lhe cantaremos O Hino Nacional.

Heróis do mar... ... ...

Viva o encarregado do desenvolvimento !
VIVA !
VIVA !





De castromaisverde a 9 de Junho de 2008 às 23:23
Apesar das nossas divergência de opinião, MAD aqui ficam os nossos sinceros sentimentos neste momento de profundo pesar.


De Manuel Antonio Domingos a 10 de Junho de 2008 às 17:56
Aceito como sinceros os sentimentos. Muito obrigado.
Uma mãe só se perde uma vez na vida , e essa dor é muito dolorosa.


De João Nuno Sequeira a 8 de Junho de 2008 às 18:21
Com tanta poesia, a blogesfera castrense está aransformar-se nuns verdeiros jogos florais.


De Manuel Antonio Domingos a 11 de Junho de 2008 às 15:17
A propósito de JOGOS FLORAIS, aí vai um pequeno comentário e o trabalho com que concorri:

Estes versos concorreram aos JOGOS FLORAIS que estavam inseridos nas comemorações dos 30 ANOS DO PODER LOCAL DEMOCRÁTICO e contrariamente ao que estava estipulado ( ver a Agenda Cultural de Abril 2007 ) não foram mostrados a quem os quisesse ver.
Portanto a Câmara Municipal de Castro Verde CENSUROU este trabalho. Afinal de contas, onde está o PODER LOCAL DEMOCRÁTICO?






Modalidade: Poesia ( 30 versos )
Escalão: 4
Título: 30 Anos de Poder Local Democrático
Pseudónimo: ÁGUA MOLE
Data: 23/03/2007
Tema / Mote

Trinta anos de poder local democrático
Num concelho transformado por muita gente
Na condução do poder autárquico
Esteve sempre o mesmo presidente

Sem a revolução dos capitães de Abril
Como seria o nosso concelho ?
Como seria o nosso redil ?
O que reflectiria o nosso espelho ?

De um Partido Comunista
Com muita implantação
Nasceu o colectivo progressista
De uma grande Coligação

Muitas foram as pessoas
Que com espírito altruísta
Construíram coisas boas
Para a revolução socialista

Com trinta e três anos de democracia
E trinta de poder local
Foram os votos da maioria
Que mudaram Portugal

No concelho de Castro Verde
Deste Portugal democrático
Há uma fogueira que arde
Com muito suor autárquico

Como em todo o Portugal de Abril
A vida do povo melhorou
As obras são mais de mil
Mas a luta não acabou

Em todos os domínios da vida
Houve mudanças radicais
Muita obra já foi lida
Mas por ler, ainda há mais


Habitação, água e saneamento
Foram a primeira prioridade
Enquanto o nosso desenvolvimento
Precisava que houvesse solidariedade

Com a iniciativa tão nobre
De procurar minerais
Descobriu-se o rico cobre
E também outros metais

Foi com Neves e Corvo
Que a mina foi baptizada
E onde nasceu de novo
Uma esperança reforçada

Nascida e criada a SOMINCOR
A volúpia do município crescia
A vida tomava mais calor
Augurando um novo dia

Ter a sede da maior mina
De um precioso metal
Aumentou a auto estima
De um povo que era maioral

O concelho de Castro Verde
Deste país que é Portugal
Nunca mais teria sede
Nesta Europa Ocidental

Consolidado que foi o poder
Vieram os Fundos Comunitários
E com tanta coisa por fazer
Os investimentos foram vários

Enquanto os Fundos iam jorrando
E se fortalecia a nossa sapiência
As prioridades foram mudando
Fazendo uma nova exigência

Surge intensamente a palavra Derrama
E cada vez com mais pujança
Castro Verde ganha mais fama
É bem visível a mudança

Ainda com maior intensidade
Surge a palavra Cultura
E alguns toques de modernidade
Em rotundas e escultura



De Manuel Antonio Domingos a 11 de Junho de 2008 às 15:21
Devido às limitações de caracteres aí vai o resto do poema, dos 30 ANOS DO PODER LOCAL DEMOCRÁTICO NO CONCELHO DE CASTRO VERDE;

Os avultados apoios às Colectividades
Batem todos os recordes distritais
Havendo mesmo fortes probabilidades
De sermos campeões nacionais

Chegados a este patamar
Surge uma interrogação
Será isto para continuar
Ou entrará em regressão?

Também há quem questione
Se as opções foram correctas
E se o toque do trombone
Tem as entoações certas

Uma coisa é mais que verdade
Uns dizem que é desenvolvimento
Outros que é o fruto da capacidade
De um homem cheio de talento

Quer esteja bem, ou esteja mal
Foi preciso haver muita dedicação
Para que Abril em Portugal
Parisse aqui, uma nova profissão

Com uma grande utopia e ideal
E um desejo classificado de altivo
Criámos um político profissional
Mas sempre em nome do colectivo

Comparando o nosso contexto regional
E os nossos recursos financeiros
Nunca ninguém teve tanto metal
Como o Presidente Caeiros

Para falar com sinceridade
Não privilegiámos a economia
Demos passinhos na solidariedade
Mas ainda está longe a utopia

Como em qualquer contabilidade
Ainda falta o Balanço Analítico
Sobre o saber e a capacidade
Do nosso dinossauro político

Que é positivo dirá a maioria
E que não há mesmo comparação
Com o que por cá havia
Antes desta feliz “aparição”

É indiscutivelmente verdade
Que já vivemos noutra terra
Onde existe muita cumplicidade
Com a beleza que encerra


Mas há sempre uma interrogação
Qual seria a nossa realidade
Com uma outra governação
Ou sem esta liberdade ?




Autor:
Manuel António Emília Domingos




















De João Nuno Sequeira a 9 de Junho de 2008 às 22:15
Ao Manuel António Domingos e família, os nossos sinceros sentimentos nesta hora difícil.

João Nuno Sequeira e família.


De Manuel Antonio Domingos a 10 de Junho de 2008 às 18:00
João Nuno e família.
Em meu nome, e da minha famíla, o nosso muito obrigado pela solidariedade dos vossos sentimentos.


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