Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Saiba como lidar com os obstáculos

Olá boa noite á já algum tempo comprei um livro de Alexandre Rangel, que se chama "O que podemos aprender com os gansos" este livro reporta 119 lições de cooperação, liderança e motivação .

 Durante alguns dias contava uma destas lições aos meus colegas da empresa e o resultado foi muito interessante, ás dez para a nove lá estava o grupo cada vez maior para ouvir e discutir um pouco sobre a lição do dia, como passo muito tempo fora do escritório após alguns dias de falta acabou o ritual.

 

Hoje relato aqui a adaptação de uma delas:

 

 

"Geralmente, nas empresas assim como na vida, encontro sempre pessoas que se queixam de alguma coisa. Umas vezes é a conjuntura económica, outras é o clima, outras o valor da moeda, ou seja, há sempre algo que não é favorável . Isto é a pura verdade.

 

Entretanto, em certos momentos, lutar "contra o meio ambiente" é a pior coisa que se pode fazer.

 

  Conhecem a história das duas rãs que caíram num jarro de leite?

 

Uma era grande e forte, mas impaciente e , confiando na sua forma física , lutou a noite inteira, debatendo-se para escapar.

A outra rã era pequena e frágil, como sabia que não teria energia para lutar contra o seu destino, resolveu entregar-se. Com as patas, fez apenas os movimentos necessários para se manter á superfície , sabendo que, mais cedo ou mais tarde, acabaria por morrer. Exausta pelo seu esforço, a rã maior não aguentou e morreu afogada. A outra rã conseguiu boiar a noite inteira e quando, na manhã seguinte, resolveu entregar-se á morte, viu que os movimentos da sua companheira tinham transformado o leite em manteiga. Tudo o que teve de fazer foi saltar para fora do jarro e, assim, conseguiu sobreviver.

 

Por isso, há momentos em que não devemos lutar contra o meio ambiente. Tenham serenidade nas decisões e paciência para suportar as dificuldades."

 

 

Esta historia lembra-me muito a serenidade do povo Alentejano, pessoas com um enorme espírito de sacrifício e com uma tranquilidade imensa que lhe dá o mérito de ultrapassarem tantas adversidades ....

 

 

 

publicado por castromaisverde às 23:27
link do post | comentar | favorito
|
15 comentários:
De avec le temps a 3 de Outubro de 2007 às 12:06
Olá, boa tarde ( gosto deste tom intimista que injecta no blog). Gosto também deste registo de conto de fadas que termina sempre com uma lição moral e cívica bem ao jeito dos educadores e claro desse monstro das fábulas que foi La fontaine.
A história de hoje, acho que é na verdade um must. Fantástica. Começamos por uma frase sobre a “pura verdade”(isso existe?) e a “pura verdade” versa sobre comportamentos nas empresas por parte do todo que as compõe. E pérola das pérolas a frase seguinte é um claro manual de como fazer cordeiros ou formiguinhas no carreiro, como diria o Zeca (deve saber quem foi, um tipo inconformado que durante anos deu a cara contra um regime fascista. Recorda-se? Um tipo que o srº não aprecia já que tentou mudar as coisas)
Diz a frase que lutar contra o que nos agride é um erro, que ao invés de lutar deveremos esperar que outros lutem e depois aproveitar o sacrifício destes em benefício próprio.
( a rã forte morre e a fraquinha sobrevive)
A coisa termina com uma outra pérola em termos éticos e morais. Ao jeito de Confúcio, o que revela um enorme leque de leituras por parte do autor, vem este apelar à serenidade e à paciência, num género tão Português de suportar o fatalismo e o fado. A ponte entre o oriente e o ocidente iniciada pelos nossos marinheiros à séculos atrás ganha nova alma neste texto.
Por ultimo o exaltar da serenidade do povo alentejano, o endeusar desta capacidade de suportar tudo e pedir à divina providencia que nos ajude.
Pois é, nem parece que Sartre existiu ou que durante anos o povo alentejano resistiu contra a ditadura. Lendo este texto ficaria com vergonha de ser alentejano, felizmente este texto é apenas um delírio, resultado de algumas boas intenções cálculo, mas como destas está o inferno cheio não podia calar a indignação que foi crescendo ao longo da leitura do mesmo. Porque isto de escrever sobre “verdades absolutas” é uma coisa do cara…
Já agora, em meu entender, os obstáculos superam-se através do respeito por nós mesmos, e esse respeito exige que se lute de forma clara, como tantos outros fizeram durante anos. Quem ficar na sombra à espera que alguém lute por si para depois surgir como vencedor não passa de um cobarde que embora sobreviva terá de andar sempre de tronco dobrado.
Já agora espero que a censura não se faça sentir. Seria revelador.

MFCA


De feira de castro a 3 de Outubro de 2007 às 13:28
Bom dia

Palavras para quê? Está tudo dito.

Sagher está a apurar o sentido critico.


De castromaisverde a 3 de Outubro de 2007 às 19:05
Olá
Foi com grande emoção que li o seu comentário, acho que encontrou realmente alguém que o faz usar toda a sua capacidade de analise e reacção, gosto muito dos seus comentários, porque são estruturados revelam que passou algum tempo em reflexão.
Por norma usa como mote uma parte do texto o que não deixa de ser interessante.
Como participa activamente neste blog já percebeu á muito tempo, espero, que temos uma postura proactiva sobre os diversos temas, não ficamos na cadeira simpáticamente á espera que alguém lance o dado para depois se ir a jogo.
Francamente gostamos da sua forma apaixonada de escrita.
Como percebeu numa correcta leitura do texto, reconheceu que os pregadores da desgraça tem por norma sempre o mesmo fim.
Muito barulho muita confusão, mas depois quando se espera algo morreram na praia.
A que saber viver e ultrapassar as adversidades.

Sobre o sr . Zeca que refere tive o privilegio de o ter conhecido á muitos anos eu ainda era miúdo, ele vivia com a sua família em Azeitão, um dia quando nos encontrar-mos contarlhe-ei a história.

Não se esqueça que existe sempre uma formiga, em sentido contrário, porque eles comem tudo e não deixam nada, na terra da fraternidade.

Vou procurar um dos meus livros de José Carlos Ary dos Santos para lhe enviar um texto.

Consigo embora possamos ter pontos de vista diferentes dá um certo prazer trocar comentários enquanto outros apenas esperam uma oportunidade para mais uma farpa.

Sobre censura não sei do que está a falar não conheço esse termo, uma canção tocada um dia na rádio acabou com ele.

Um grande abraço.
Manuel Mestre


De sagher a 3 de Outubro de 2007 às 19:49
meu caro talvez isto o possa espantar mas em matéria de conhecer o Zeca parece que somos dois. noutras matérias é claro que temos pontos de vista diferentes mas que mundo seria este se todos pensássemos da mesma forma. se escrevo de forma apaixonada é verdade, a politica move-me enquanto cidadão, mas a politica das ideias, das opções, das fracturas dos movimentos hegelianos de superação constante, nunca a do conformismo. Talvez por isso não me sinta confortável em lado nenhum, em tempos participei em partidos, movimentos listas. hoje prefiro aprofundar-me enquanto pessoa e descobri que a poesia, mesmo má como a que faço, é um local de descoberta. terei todo o prazer em debater consigo. alias com toda a gente, sempre com elevação e cordialidade.
já agora aqui vai mais uma:

Já é tempo de acabar com esta sede
De sangue, de morte, de terror.
Já é tempo de viver sem o horror
De pensar que a vida a tudo cede

Já é tempo de acabar com a insanidade
Dos deuses, das pátrias, das bandeiras,
Dos territórios e das fronteiras
Porque o nosso mundo é humanidade.

Já é tempo de agir sobre o que se faz
De plantar no nosso peito uma flor,
Depois, tratar sempre dela com amor
Construir com nossas mãos a nossa paz.

Manuel F.C.Almeida


De castromaisverde a 3 de Outubro de 2007 às 20:57
Boa noite, muito bom.
Muito obrigado pela consideração.


De cortevicentino a 3 de Outubro de 2007 às 23:47
É de facto assim, o povo Alentejano é mesmo muito sereno, mas não tem muitas vezes a sorte que a rã teve! O povo Alentejano também se habituou a lutar para vencer as adversidades, e é a história dessa luta que nos conta, quantas vezes lutou e venceu no passado. hoje está estranhamente sereno e acomodado, a deixar-se levar por uma corrente, que não sabe para onde o leva, talvez á espera da sorte que a rã teve, mas se fôr por ai, desistindo de viver e de lutar, será sempre o acaso a ditar a sua sorte!


De castromaisverde a 3 de Outubro de 2007 às 23:51
Olá boa noite gostei muito da sua reflexão.
Penso que cada um de nós, ajuda a criar a sua sorte!


De feira de castro a 4 de Outubro de 2007 às 12:38
Bom dia
Pena é quando alguns se dedicam a traçar a sorte dos outros...


De cortevicentino a 3 de Outubro de 2007 às 23:58
É de facto assim, o povo Alentejano é mesmo muito sereno, mas não tem muitas vezes a sorte que a rã teve! O povo Alentejano também se habituou a lutar para vencer as adversidades, e é a história dessa luta que nos conta, quantas vezes lutou e venceu no passado. hoje está estranhamente sereno e acomodado, a deixar-se levar por uma corrente, que não sabe para onde o leva, talvez á espera da sorte que a rã teve, mas se fôr por ai, desistindo de viver e de lutar, será sempre o acaso a ditar a sua sorte. e não é por ai que queremos ir!


De rbl a 4 de Outubro de 2007 às 20:38
(...)
na herdade do vale fanado
terra rica em trigo e gado
freguesia de albernoa

o povo era explorado
por mariana vilhena
burguesa vil e patroa
(...)

até que um dia o povo
de foice e punho no ar
num só grito disse NÂO

quarenta e um trabalhadores

ocuparam a herdade
coms as máquinas e o gado
e tudo que nela havia...
(...)

GAC


rbl


De cortevicentino a 4 de Outubro de 2007 às 23:53
Ao ler estes versos cantados pelo saudoso GAC, não posso deixar de me lembrar do meu amigo e camarada José Mariano de Albernoa, um grande anti-fascista, sempre presente nas grandes lutas que se travaram no periudo revolocionario contra aqueles que durante decadas espezinharam e amordaçaram o povo Português, em especial os Alentejanos. foi da fibra de homes como o José Mariano que foi possivel libertar Portugal dos tiranos. esta cançao foi-lhe dedicada a ele por um elemento dos GAC.


De rbl a 5 de Outubro de 2007 às 01:03
(...)
quarenta e um trabalhadores
homens do campo e mulheres
fizeram ocupação
(...)


De castromaisverde a 5 de Outubro de 2007 às 01:09
Esta sequencia muito interessante de comentários recordou um pouco da nossa história.
Ficámos muito contentes este é um dos propósitos do nosso Blog.
Por favor continuem a participar...


De cortevicentino a 5 de Outubro de 2007 às 02:37
foram 41 valentes homens que fizeram a ocupação, mas por ter sido o José Mariano que mais se destacou entre eles, e ter sido ele a dirigir todo o processo, esse elemento do GAC com quem eu tive o prezer de estar na ultima FACAL em Almodôvar, dedicou-lhe esta canção, mas homenageando obviamente todos os trabalhadores que nela participararam.
E só a titulo de informação vos digo, que está prestes a sair um CD com as canções do GAC.


De castromaisverde a 5 de Outubro de 2007 às 10:08
Bom dia quando sair avisa.
Um abraço


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


.posts recentes

. Boa tarde

. Tradicionais Festas em Sa...

. Sr. Presidente devolva o ...

. Festejos do Foral de Cast...

. Por cá....

. Na reserva mas de olho!

. Castromaisverde vai fazer...

. Matemática Politica em Ca...

. Caeiros renuncia ao manda...

. PS adianta trabalho para ...

.arquivos

. Julho 2013

. Agosto 2011

. Setembro 2010

. Junho 2010

. Julho 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

.tags

. todas as tags

.Visitantes

cocheshoteles nicaraguaClasificadosmascotasteta

.Visitantes Online

online

.Relógio

blogs SAPO

.subscrever feeds