Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Reaproveitamento de Oleos Alimentares uma Oportunidade de Cidadania

Olá aqui fica mais uma interessante opção ambiental a recolha e o reaproveitamento de óleos alimentares para fins industriais .

 

Todos nós directa ou indirectamente utilizamos óleos alimentares depois da sua utilização na maior parte das vezes são despejados no esgoto, este é o pior destino a dar a este resíduo .

Minimizar este dano consiste em depois da sua utilização fecha-lo numa garrafa e ai vai para aterro, o que também não é uma boa opção, o destino correcto é a sua recolha e reaproveitamento para fins industriais, como por exemplo o biodisel ou o sabão.

 

Seria muito interessante desenvolver em Castro Verde um projecto de recolha e valorização dos óleos alimentares com a participação de operadores licenciados ou com um empresa multimunicipal.

 

Sendo tão grande a nossa dependência dos combustíveis fosseis é de uma grande irresponsabilidade contaminar os esgotos com óleos alimentares enquanto resíduo , desperdiçando o seu potencial energético.

 

Alguns municípios como Sintra distribuíram pelo concelho o Oleão , pontos de recolha de óleos alimentares usados.

Pelo que conseguimos apurar já existem alguns municípios com projectos ou ideias nesta área de valorização dos resíduos entre outros: Sintra, Seixal, Coimbra, Oeiras.

Na pratica de valorização de resíduos toda a comunidade tem que ser envolvida desde, as associações ambientais, ás escolas, aos grandes utilizadores até ao cidadão individual.

Deixo aqui algumas ideia para que se perceba a dimensão do dano que estamos a falar.

“1 litro de óleo alimentar usado contamina 1 milhão de litros de água…”

        Os óleos de fritar usados, tal como os óleos de automóvel usados, quando lançados no meio ambiente (redes de esgotos, solo, meio hídrico) provocam problemas de poluição das águas e solos. E mesmo sendo considerado um resíduo não perigoso, devido a oxidar em maior ou menor grau ao ar, os óleos, quando lançados nas redes de drenagem de águas residuais, poluem os meios receptores hídricos e obstruem os filtros de gorduras existentes nas ETAR’S (Estações de Tratamento de Águas Residuais), sendo assim um obstáculo ao seu bom funcionamento. Mesmo assim, o principal destino dos óleos alimentares usados em Portugal, tem sido o envio para a rede de esgotos.

        São produzidos anualmente em Portugal cerca de 125 mil toneladas de resíduos de óleos alimentares, dos quais apenas cerca de 3000 são recolhidos. Estes últimos têm sido utilizados para o fabrico de sabão, massa consistente lubrificante e rações para animais. Estas rações são prejudiciais para a saúde pública, uma vez que introduzem na cadeia alimentar humana diversos compostos tóxicos e mesmo cancerígenos, através de animais engordados por este tipo de produtos.

        O biodiesel é um combustível obtido a partir dos óleos alimentares usados, que quando reciclado para obter um derivado, serve como combustível em mistura com o gasóleo (proporções de 5 a 30 % de biodiesel para 95 a 70% de gasóleo).

O engenheiro Rudolf Diesel já em 1911 escreveu; “Ignora-se em geral que é possível usar directamente, óleos animais e vegetais em motores Diesel. Em 1900 a sociedade Otto levou à Exposição Universal de Paris um pequeno motor Diesel que trabalhava com óleo de amendoim, funcionando tão bem que poucos visitantes se apercebiam da substituição [Vaitilingom, 1983].

Aqui fica explicada de uma forma sucinta uma ideia ambiental para o nosso concelho quem quiser saber mais visite:

 

      A utilização de óleos vegetais como combustíveis não é, portanto, uma ideia nova. Vários trabalhos foram efectuados no passado e muitos outros estão sendo desenvolvidos actualmente nesta área. Convém, no entanto distinguir dois períodos:

    -    Um primeiro período até 1950, altura em que a industria petrolífera iniciou um rápido desenvolvimento com abandono das pesquisas nesta área;

    -    Um segundo período após 1973, em que estas pesquisas ganharam um novo impulso e actualidade devido às crises petrolíferas.

    -    Nos dias de hoje devido ao reconhecimento dos perigos ambientais da utilização dos produtos derivados do petróleo e pelas consequências que o aquecimento global tem e virá a ter no futuro do clima do planeta.

    -    Também devido à mudança do cenário político, a independência energética em relação aos países produtores de petróleo e às multinacionais de produtos petrolíferos são um objectivo essencial para a paz.

Aqui fica de forma resumida a presentação de uma ideia para um Castro mais Verde, quem quiser conhecre mais visite:

http://students.fct.unl.pt/~asm13771/Projecto_oleo/oleo_biodiesel.htm

http://pwp.netcabo.pt/ana_sfm/default.htm

publicado por castromaisverde às 08:15
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1 comentário:
De sagher a 15 de Outubro de 2007 às 12:05
Interessante o post sobre óleos alimentares e o seu reaproveitamento. No entanto o autor esquece que o tema, sendo fundamental neste momento no planeta, não pode ser dissociado de uma realidade mais vasta, a de que só se pode mudar o curso dos acontecimentos com uma profunda alteração das relações de trabalho. Não se pode deixar nas mãos dos governos, sujeitos aos lobyes poderosíssimos do petróleo, nem confiar nas multinacionais que sabotarão qualquer tentativa de independência energética que for entendida como séria ameaça ao seu poderia. Um moderno exemplo deste poderio encontra-se na China que faz assentar todo o seu desenvolvimento económico na industria do petróleo aliada a uma mão de obra escrava, sem sindicatos e acima de tudo completamente manietada por um “SUPOSTO PARTIDO COMUNISTA” que mais não é que um partido de características fascistas e neoliberais. (parece difícil conciliar as duas coisas mas estes chineses são capazes de tudo). Por isso aliar as preocupações ambientais a preocupações de índole político é fundamental. Sem isso não creio que por si só os poderes constituídos se deixem ultrapassar. Para refundar o planeta e para o salvar à que reformular a luta de classes, reformular a consciência ambiental e combater as mentalidades de desperdício que hoje em dia são o paradigma no mundo “chamado desenvolvido”.
Cada vez o lema de uma revolução planetária toma sentido, se as grandes massas de dinheiro se deslocam com uma rapidez incrível, é necessário que as novas classes sociais tomem consciência da sua condição. Só dessa forma se poderá mudar o mundo.
Deixo um pequeno exemplo do poderio económico das petrolíferas. Quantas bombas de abastecimento de gás natural existem no distrito? Quantos pontos de recolha e tratamento de óleos industriais e alimentares? Qual a actuação das autoridades sanitárias na fiscalização do cumprimento da legislação sobre óleos industriais? Quem souber que responda.


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